No inicio do ano novo temos um grande desafio: levar a mensagem do evangelho aos povos não alcançados da fronteira Brasil/Peru, região Amazônica e Rio Solimões.

A fronteira Brasil/Peru concentra um grande número de etnias pouco ou não alcançadas com o Evangelho do Senhor Jesus. No lado brasileiro existem, inclusive, povos indígenas ainda isolados, com impedimento legal para a entrada de missionários. Porém, indígenas tanto brasileiros quanto peruanos acabam transitando entre os dois países, por serem da mesma etnia, presentes em ambos os lados da fronteira.

Esses povos estão em regiões dos rios afluentes do Alto Solimões. Alguns desses povos já tem convertidos em algumas de suas aldeias/comunidades, já se reunindo como Igreja, com necessidade de ensino bíblico, especialmente para formação de liderança. Porém esses irmãos tem um grande ardor missionário, desejando e já iniciando um movimento de alcance de aldeias vizinhas e até de outras etnias. Alguns grupos até tem procurado esses convertidos pedindo que lhes falem do Evangelho.

Diante desses fatos estamos estabelecendo este projeto missionário para apoiar a capacitação, orientação e supervisão do trabalho dos missionários autóctones (nativos). As atividades iniciais se darão através de missionários autóctones do povo Matsés do Peru. Para isso um casal está sendo preparado para envio, com o objetivo de se estabelecer numa pequenina cidade, uma vila no interior da selva amazônica peruana.

Obs. os nomes e localização específicas não podem ser veiculados no site, interessados em apoiar entrem, por favor, em contato direto com a VEM Brasil.

Começaremos o trabalho na região da fronteira Brasil/Peru. O ponto de atuação inicial será do lado peruano, num vilarejo formado na época do império da borracha, estrategicamente, pois é o encontro de três grandes rios para escoação da produção do seringal.

Atualmente esta localidade, tem sido habitada por muitos Matsés, pois os mestiços (como eles costumam chamar os homens brancos) têm saído da localidade para outras, pois ser um lugar de difícil acesso, apenas por avião ou barco. A locomoção de barco é uma opção, porém lenta.  

Trabalharemos para que a liderança nativa seja capaz de reproduzir estudos bíblicos em outras comunidades e aldeias distantes.

Atualmente já está sendo construída uma igreja pelos convertidos indígenas desde maio de 2018. A construção iniciou-se quando a liderança local recebeu seu primeiro estudo bíblico, realizado através de pastores e missionários indígenas e não indígenas, especialmente do povo Ticuna do Brasil, que têm uma organização missionária própria. Produziremos tijolos para as construções, pois ainda fazem uso de tábuas extraídas com a ajuda de motosserra. Os primeiros tijolos serão usados para a construção de dois banheiros, um masculino e outro feminino para uso dos alunos e professores durante o segundo estudo bíblico, previsto para junho de 2019.

Depois desse processo permaneceremos na região por tempo indeterminado, continuando com estudos bíblicos nas demais comunidades, preparando assim outros que chegarão aos grupos isolados, onde se é proibida a entrada de missionários não indígenas.

Necessidades           

Na região, barco é o principal meio de transporte, tornando assim a gasolina, um verdadeiro “ouro”. Sem esses dois torna-se difícil a locomoção. Por isso precisaremos de recursos para a compra de um barco e para manter a compra de gasolina. Só assim poderemos ir de aldeia em aldeia fazendo aquilo que nos ordenou o Senhor. Também precisaremos de material didático para reforçar o aprendizado dos nativos, como literatura bíblica e material em áudio para os mais anciãos que ainda não sabem ler e material para alfabetização (tudo na língua nativa). Temos também o desejo de conseguir material escolar para as crianças do local e um projeto de futebol para as mesmas, pois os mais novos Matsés gostam bastante do esporte. Pretendemos no futuro, com a graça de Deus e ajuda de nossos parceiros em Cristo e em oração levar materiais e medicamentos para esses povos e ajudá-los a desenvolver algo auto-sustentável para “ganha pão”.

Att. Equipe Vem Brasil